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11.17.2010

Unesco declara gastronomia francesa como patrimônio da humanidade


O Presidente francês Nicolas Sarkozy declarou em 2008 que a gastronomia do seu
país é a melhor do mundo. Um painel intergovernamental da Unesco (Organização
das Nações Uni
das para a Educação, Ciência e Cultura), reunido no Quênia, não
chegou à mesma conclusão que o chefe de Estado gaulês, mas quase: reconheceu,
nesta terça-feira (16) que a gastronomia francesa é patrimônio imat
erial da
Humanidade.
.
Mais do que os ingredientes que compõem os pratos da cozinha francesa, a
Unesco distinguiu “a prática social destinada a celebrar os momentos mais

importantes da vida dos indivíduos e dos grupos”.
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Os especialistas consideram que a gastronomia francesa, com os seus rituais e
ap
resentação, reúne as condições necessárias para fazer parte da lista do
patrimônio imaterial da Hum
anidade. É bom lembrar que cada região da França
tem uma cultura culinária diferenciada com ingredientes e técnicas distintas.
Mas c
onsiderando que quase tudo que se conhece como cozinha clássica tem
origem na França, acho justo o reconhecimento. E acho também que, em breve, os
espanhóis e os
japoneses vão requisitar, com razão, o mesmo título.
.
O comitê está analisando um total de 51 propostas de 19 países. O flamenco, o
canto da Sibila de Maiorca (um
a tradição medieval que decorre na noite de 24
de Dezembro nas igrejas da ilha) e os castells (torres humanas que se formam
na Catalunha) foram as tradições espanholas que receberam aprovação da Unesco.

A Índia viu também serem inscritas como património imaterial da humanidade
três danças tradicionais.
.
A lista do patrimônio cultural imaterial da Humanidade foi criada por uma
Convenção, assinada em 2003 e ratificada por 132 países. O seu objetivo é
proteger culturas e tradições populares, da mesma maneira que lugares e
monumentos.
.
Aqui no Brasil, a cultura e a tradição das baianas que produzem e vendem
acarajés em tabuleiros também são reconhecidas como patrimônio cultural
imaterial,
mas não pela Unesco, apenas pelo Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional (Iphan), o que restringe a distinção ao reconhecimento
nacional. Quem sabe algum
dia as baianas ganhem também o reconhecimento mundial.

2 comentários:

allicedanseuse disse...

Muito bom, vamos ao alho, manteiga e celebração. =)

Nonna Margherita disse...

Parabéns pelo blog e pela carreira!
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Abraços!