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12.16.2010

Espírito de Natal...


Não importa quanto tempo passe, há sempre aquele natal especial que nunca sai da memória. O meu aconteceu em 1981 na cidade de São Paulo, quando eu tinha 12 anos.

Naquele ano, a festa foi em nossa casa. Havia pernil, que o meu pai fazia questão de tempera-lo com o molho que só ele sabia fazer, tinha as rabanadas da minha tia, o Peru que minha mãe fazia sempre com o maior capricho e o manjar da minha avó. Na TV me lembro de uma vinheta que passava sempre da Turma da Mônica que me marcou muito, era o clima de Natal que eu sempre gostava. Para eu e meu irmão adorávamos esperar o momento de abrir os presentes que a firma em que nossos pais trabalhavam nos deu. Naquele ano eu ganhei de Natal o Flip era um brinquedo se eu não me engano da estrela em formato de fliperama de mesa adorava. Também lembro de brincarmos de bola no quintal com os primos e primas e dois amiguinhos nossos que todo ano chamávamos para passar com a gente. Meu Pai assistia os especiais de Natal da Globo, minha mãe conversava com as tias na copa sobre como arrumar a mesa da Ceia.

O natal sempre foi minha festa preferida. E não era por causa dos presentes não – porque para a gente se divertir naqueles tempos, não precisava muito era só juntar todo mundo que já estava muito gostoso o clima de Natal era uma delicia a família reunida. Acho que o motivo era o fato de eu ainda acreditar plenamente na fantasia toda, na magia toda: de encontrar beleza nas bolinhas de vidro guardadas como jóias, embaladas em papel de seda ano após ano (caro que algumas quebravam-se pelo caminho); de montar o presépio; ajudar minha mãe embrulhar os presentes para a família toda, de passar horas escrevendo mensagens carinhosas nos cartões para os avós e amigos; de contar os dias na folhinha; de ajudar meu pai sentado na escada trocando lampadinhas do pisca para decorar a arvore e a casa toda, de vestir roupa nova; de ir de casa em casa especular o que estavam preparando; de assistir a filmes de natal; de poder ir dormir mais tarde; de não haver broncas e castigos; de ter acabado de começar as férias da escola. Enfim, era tudo tão significante, tudo era tão intenso – mesmo já tendo descoberto há muito tempo que o papai noel era, no final das contas, meu Pai mesmo. A magia estava lá. Não é como hoje.

O natal ainda continua sendo minha festa preferida. Mas, por mais que eu tente, por mais que eu queira, não consigo encontrar o espírito dos natais passados. Não só pelo fato de meus pais, meus avós não estarem mais conosco fisicamente, pois eles sempre estarão presentes; acho que tudo ficou para trás junto com a inocência, o que é uma pena. Ainda assim, eu me esforço para trazê-lo de volta decoro a casa com piscas, arvore de Natal e tudo mais, as minhas lembranças mantêm a esperança acesa, assim como os rituais que teimo em repetir, ano após ano, mesmo correndo o risco de parecer um tolo sentimental ou saudosista. Pois é as coisas mudam, mais o verdadeiro espírito de Natal acho que é o que guardamos e aprendemos com nossos entes queridos e passamos para nossos filhos e netos mais tarde.

“ Guarde este espírito de Natal dentro de você e nunca deixe que ele se apague....”

Desejo um Feliz Natal para todos os amigos de Orkut, Facebook, Twitter e um Ano Novo Repleto de felicidades e coisas ótimas acontecendo sempre.

Chef. Ricardo Galache e família.....fiquem com Deus....

2 comentários:

Cássia Almeida disse...

Para vc tambem Chef. Muita saúde, paz, amor!!! e que o espirito de Natal esteja sempre conosco!!!
Feliz Natal para vc e toda sua família!!!

Fla disse...

Chef, lindo seu post, concordo com muito do que disse, eu também já não tenho mais o mesmo espírito natalino, mas tento resgatá-lo a duras penas. Hoje com meus sobrinhos ainda tenho um "que" a mais para fazer desta festa uma noite agradável e um momento de celebração.
Feliz Natal e um excelente ano novo pra você e sua família.
Bjs,
Fla