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9.02.2011

Baci di Dama - Biscoitos de avelã

Baci di Dama
Biscoitos de avelã



Na região do Piemonte, desenvolveram uma especialidade bastante ilustrativa, além de popular. Chama-se Baci di Dama (Beijos de Dama). É um docinho elaborado com amêndoas descascadas e pisadas no almofariz, açúcar, farinha de trigo, manteiga, leite e casca ralada de limão. Transforma-se a massa em pequenos discos abaulados, assados no forno. Depois de frios, são unidos dois a dois, pela base, com chocolate derretido ou geléia. Há duas versões para o aparecimento desses docinhos, ambas relacionadas ao amor. A primeira sustenta terem sido desenvolvidos por um confeiteiro piemontês, para acompanhar uma carta à namorada. "Os docinhos reúnem todos os elementos simbólicos do beijo real: a forma, pequena e graciosa, e os ingredientes que se desmancham na boca, proporcionando um instante de beatitude", observou Rosanna ErcoleMellone, em artigo publicado na revista italiana Verde Oggi (R.C.S. Periodici,Milão, fevereiro de 2001).

A segunda versão foi encampada pela Grande Enciclopedia Illustrata della Gastronomia (Selezione dal Reader’s Digest, Milão, 2000). Informa que os Baci di Dama foram denominados assim em virtude da pequena dimensão, que torna possível saboreá- los com um pequeno movimento dos lábios, semelhante ao beijo. Outros docinhos regionais ostentam nomes semelhantes. Conforme os ingredientes e a cidade natal, intitulam-se Baci di Sassello, di Cherasco, di Strega, al Barolo, al Moscato ou alla Crema di Marroni.

Os mais conhecidos fora da Itália, porém, são bombons de marca. Quem não conhece os Baci Perugina, preparados com chocolate escuro e recheados com um grão de avelã? Existem desde 1922. Foram criados na cidade medieval de Perúgia, na Úmbria, por uma indústria que hoje pertence à Nestlé, mas cujo fundador se chamava Francesco Buitoni e integrava a célebre família produtora de massas.Os Baci Perugina têm sido vendidos internacionalmente como símbolo de amor, ajudados por uma vitoriosa jogada de marketing: sob o papel aluminizado, com estrelinhas azuis, que reveste cada bombom, há um bilhetinho com uma frase inspirada.

São aforismos, provérbios, reflexões banais ou pensamentos profundos A maioria fala de amor. O beijo é várias vezes citado. Algumas palavras estão vetadas. Jamais se menciona a morte, por exemplo. Os bilhetinhos dos Baci Perugina constituem objeto de culto e coleção. Chegam a fanatizar pessoas. Alessandra Miglio, uma moça que vive em Ostia, perto de Roma, e trabalha na Telecom, é um exemplo. Seu arquivo de bilhetinhos foi catalogado para entrar num site. No ano passado, reunia 111 frases deixadas por poetas, 104 por escritores, 86 por anônimos, 18 por filósofos, 18 por autores vários, 16 eram provérbios e 9 cantos. Os autores famosos vão de Catulo a Kant, de Doris Lessing a Prevert, de Ovídio a Dante, de Wagner a Proust, de Shakespeare a Fernando Pessoa, de Goethe a Leopardi. "Há15 anos, oumelhor, desde a adolescência, guardo os bilhetinhos dos bombons saboreados e os dos amigos que iam jogá-los fora", diz ela. "Não sou fanática pela literatura, simplesmente me considero uma romântica."




Ingredientes

100 g de açúcar

100 g de avelãs torradas e moídas, sem pele

100 g de farinha de trigo

100 g de manteiga




Glacê de chocolate

50 g de açúcar

100 g de chocolate meio amargo em tablete picado 3 colheres (sopa) de leite

1 colher (chá) de manteiga




Modo de fazer

Para os biscoitos, misturar todos os ingredientes e amassar bem. Fazer bolinhas e assar até dourar. Para o glacê, levar tudo ao fogo em banho-maria, até engrossar. Quando o glacê amornar, unir com ele os biscoitos de dois em dois.


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