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11.15.2011

TARTA DE SANTIAGO - BOLO DE SANTIAGO

TARTA DE SANTIAGO - BOLO DE SANTIAGO




O casamento feliz da amêndoa com o ovo, celebrado pelo açúcar, gerou algumas obras-primas da doçaria universal. Textos antigos da bacia do Mediterrâneo ressaltam o sucesso da união. Mas, atualmente, nenhuma receita supera a Torta de Santiago em prestígio internacional. Sobre uma base de massa, colocam-se amêndoas trituradas, ovos, açúcar, canela e casca de limão. O resultado é uma elaboração que equilibra os aromas das amêndoas e dos ovos. Se for industrializada, a textura se revela consistente e granulada, podendo ser consumida em até três meses após o preparo; artesanal, apresenta-se macia, e dura uma semana. O sabor de ambas é literalmente divino. Ninguém explica como o doce surgiu, se foi por obra de um religioso ou peregrino que percorreu o Caminho de Santiago, a longa rota devotiva, com opções de trajeto, que atravessa o norte da Espanha a partir da fronteira com a França, extasiando criaturas dos mais longínquos recantos do mundo. O destino é sempre Santiago de Compostela, na atual região autônoma da Galícia. Sua majestosa catedral barroca, construída entre os séculos 11 e 12, guardaria os restos mortais de São Tiago Maior, um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. O Novo Testamento diz que o rei Herodes Agripa (At 12,2) mandou decapitá-lo no ano 44 d.C. Desde a Idade Média, a cidade oferece a Torta de Santiago. Os peregrinos vão embora levando-a como souvenir, especialmente no dia 25 de julho, festa do santo. Chegando em casa, saboreiam-na enlevados, até porque na superfície do doce se encontra a silhueta da cruz da Ordem dos Cavaleiros de Santiago, delineada com açúcar de confeiteiro.





Nem sempre a elaboração recebeu a designação atual. Originalmente, chamava-se bizcocho de almendra. Aparece desse modo em relato de 1577, sobre a visita do inspetor d. Pedro de Portocarrero à Universidade de Santiago de Compostela, para investigar (e comprovar) denúncias de excessos alimentares dos professores ao concederem graus acadêmicos. Continuou a ter o nome primitivo no Cuaderno de Confitería, de Luis Bartolomé de Leybar, de 1838. Em El Confitero y el Pastelero, de Eduardo Merín, de 1893, porém, mudou para Tarta (torta, em português) de Alméndro. Entretanto, os livros culinários espanhóis do século 20 a consagraram como Torta de Santiago. Foi mencionada assim em 2006, quando mereceu o status de produto de Indicação Geográfica Protegida - IGP, com base nas regras da União Européia, que padronizou a receita, disciplinou os ingredientes usados, suas proporções, método de elaboração, etc. A cruz na superfície, decoração instituída em 1924 pela desaparecida Casa Mora, de Santiago de Compostela, tornou-se obrigatória.




O nome também se encontra borrifado por deliciosos significados. A tradição cristã conta que os apóstolos se dispersaram pelo mundo após a crucificação de Jesus Cristo. São Tiago (Santiago para os espanhóis), irmão de São João, foi pregar na Galícia. Retornando à Palestina, acabou preso e martirizado. Dois de seus discípulos recolheram os restos do santo e, obedecendo ao costume, devolveram-no à região do último apostolado. Viajaram de navio e o sepultaram na Galícia. Mas o local caiu no esquecimento. No ano 813, um eremita se assombrou com a chuva de estrelas que caía à noite sobre determinado bosque. Orientado pelas luzes místicas, o bispo da diocese mandou escavar o local e encontrou a arca de mármore contendo os ossos do apóstolo. Devido ao fenômeno celestial, o lugar passou a ser chamado de Campus Stellae (Campo das Estrelas) e depois Santiago de Compostela.




Na Idade Média, era o terceiro mais importante ponto de peregrinação dos cristãos, atrás de Jerusalém e Roma. Só no território espanhol os devotos percorriam 740 quilômetros, 175 dos quais em Navarra, a pé ou a cavalo (hoje se autoriza bicicleta), para ajoelhar e rezar diante do túmulo do santo. No século 12, o Codex Calixtinus descreveu o trajeto e locais sagrados. Esse guia pioneiro de viagens também forneceu conselhos alimentares e mencionou os pratos de caça ou aves que notabilizavam Navarra, embora os peregrinos carregassem provisões singelas, como pão velho, queijo curado e carne-seca. Atualmente, o Caminho de Santiago voltou a receber um número crescente de pessoas de todas as crenças, pois virou ecumênico. No Brasil, por exemplo, atrai leitores do livro O Diário de um Mago, de 1987, no qual o escritor Paulo Coelho relata a experiência de percorrê-lo a pé. Todos comem um pedaço da Torta de Santiago no local e muitos a trazem como lembrança gustativa.





Torta de Santiago

12 porções

médio

1h30 minutos





Ingredientes

Massa: 1 ovo; 1 colher (chá) de canela em pó; 135g de açúcar; 135g de farinha de trigo; manteiga para untar; farinha de trigo para polvilhar. Recheio: 4 ovos; 270g de açúcar; 1 colher (chá) de canela em pó; 1 colher (sopa) de casca de limão ralada; 360g de amêndoas sem pele, moídas; açúcar de confeiteiro para polvilhar.





Preparo

Massa: Numa tigela grande, bata o ovo com a canela e o açúcar até ficarem bem incorporados.

Aos poucos, acrescente a farinha, mexendo para obter uma massa homogênea. Abra uma película de plástico sobre a mesa de trabalho, polvilhe a película com farinha de trigo, disponha a massa em cima e cubra com outra película de plástico, também enfarinhada. Com um rolo, abra a massa até a espessura de 2mm. Unte com manteiga e enfarinhe uma fôrma de fundo móvel, de 24cm de diâmetro. Forre o fundo com a massa, retirando as películas plásticas. Recheio: Numa tigela, bata bem os ovos, o açúcar, a canela e a casca de limão. Acrescente as amêndoas moídas (reservando 1/3 de xícara) e torne a bater, até a mistura ficar homogênea.





Finalização

Despeje o recheio sobre a massa e polvilhe com as amêndoas moídas reservadas. Asse em forno preaquecido a 200ºC, por 40 minutos, ou até dourar. Deixe esfriar e desenforme. Ponha no centro da torta um molde da cruz da Ordem de Santiago e pulverize a torta com açúcar de confeiteiro. Retire o molde na hora de servir.



GAZPACHO ANDALUZ

GAZPACHO ANDALUZ




Conhece-se como gazpacho na atualidade um tipo de preparação culinária que consiste na elaboração de uma sopa com pães, azeite de oliva, vinagre e hortaliças cruas: geralmente tomate, pepino, pimentão, cebola e alho.

Serve-se fresco em meses ensolarados de verão. Sua cor varia desde o laranja pálido até o vermelho, dependendo do tipo de tomate usado. A origem do gazpacho de hoje é incerta, mas tradicionalmente é considerado um prato do interior da Andaluzia (Espanha), onde o azeite de oliva e os produtos da horta são abundantes e os verões muito secos e quentes. Por esses motivos, é conhecido como gazpacho andaluz.





Alguns autores afirmam, em tom de brincadeira, que o gazpacho “tem raízes, mas não história”. Ele tem sofrido diversas modificações no decorrer da história culinária espanhola, mas na atualidade pertence à comunidade mediterrânea e se expandiu por todo o mundo como um prato espanhol.

Pode dizer-se, que é dos pratos principais da dieta mediterrânea. Para estes dias de calor é o tipo de comida ideal, refresca, dá energia. O gazpacho é nutritivo, hidrata e protege a pele, . Tem propriedades antioxidantes, rico em vitamina c, caroteno, bioflavonoides, fibra vegetal, gorduras poli saturadas, ferro, fosforo, cálcio, magnésio, potássio, zinco, sódio.


INGREDIENTES:

2 a 3 fatias de pão campanha ou frnacês
100ml de fundo de aves ( caldo de galinha ou legumes )
500g de tomates concasser
01 pepino grande descascado e sem sementes
01 pimentão verde sem sementes e sem casca
01 dente de alho descascado
01 colher de sopa de vinagre Xerez ou vinagre de vinho
04 colheres de sopa de azeite extra virgem
Sal. QB
Cubos de gelo QB




INGREDIENTES PARA GUARNIÇÃO:

Cubinhos de pão
Tomate concasser
Cubinhos de pimentões verdes ( sem casca )
Cubinhos de cebola

PREPARO:

Parta o pão em pedaços com os dedos e umedeça com fundo de aves gelado, reserve. Coloque todos os ingredientes do gazpacho, inclusive o pão umedecido e o gelo no liquidificador e bata até obter uma mistura homogênea, se for preciso adicione fundo de aves gelado e corrija o sal.




Montagem:

Coloque o gazpacho em tigela bem bonita e sirva gelado com pequenas pedras de gelo e um fio de azeite, acompanhado da guarnição em potes separados.