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8.21.2014

A FESTA DE BABETT, DO FILME A SUA MESA


A FESTA DE BABETT






A história se passa numa península da Dinamarca no ano de 1871, onde duas irmãs, devotas de seu falecido pai, um rigoroso pastor luterano, pregavam a salvação através da renúncia. Babette é uma mulher desconhecida que lhes bate à porta em busca de trabalho e abrigo, e que mais tarde revelaria que seria uma refugiada da guerra civil francesa.

Esse pequeno vilarejo era composto por famílias extremamente religiosas, com regras, deveres e devoções específicas. Assim que chega, Babette observa que todos na vila possuem um hábito “um tanto curioso” referente ao ato de comer; alimento básico apenas para sobrevivência, sem cor, sem sabor ou algo que estimule o sentido do paladar. No início, Babette tentou recompor o que uma vez foi esse tipo de alimentação e aos poucos, utilizou de seu aprendizado para oferecer mais sabor aquela comida e aos poucos tentar modificar a mentalidade dos aldeões.

Babette de certo renunciou sua terra natal, mas não os velhos hábitos franceses, o único vínculo que Babette tinha com sua ex pátria era um parente que lhe comprava bilhetes de loteria. Certo dia, Babette recebe uma correspondência avisando-lhe que havia sido premiada na loteria com dez mil libras. Porém, Babette decide antes de ir, oferecer um jantar para as duas mulheres que lhe acolheram e seus respectivos convidados em forma de agradecimento por sua hospitalidade. Com uma certa insistência Babette consegue a autorização para preparar o jantar, no qual todas as despesas referentes ao mesmo seriam de sua responsabilidade.

As irmãs, começam a se preocupar quando avistam a chegada de um barco contendo especiarias outrora nunca vistas e conhecidas por elas, tartarugas, codornas vivas, todo tipo de ervas e frutas, o que despertou uma certa inquietude nas irmãs e até um desconforto, porém, acanhadas de rejeitar o pedido e a gentileza de Babette elas optam por uma segunda solução: Reunir todos os convidados do jantar, um dia antes, para uma conversa e algumas recomendações. Elas expõem aos convidados o tipo de jantar que será oferecido e de comum acordo eles fazem um pacto, em que o principal objetivo a se cumprir, é: – Não saborear nada da comida, focar nas palavras sagradas.

O jantar acontece, os participantes chegam e se acomodam, e entre os convidados, um general muito respeitado juntamente com sua tia. Babette se dedica tempo integral ao jantar, os pratos são servidos em ordem específicas, talheres, prataria, copos e taças são postos a mesa, ninguém nunca havia visto nada igual até então, com exceção do General convidado.

Como combinado, os religiosos do vilarejo tentam manter o foco na fé, nas preces e na doutrina aprendida, mas, em contrapartida, o General aprecia todos os pratos que ali são expostos, de forma simples e genuinamente convidativa, os participantes começam a perceber uma naturalidade no comer, algo que não interfere diretamente em sua religião e que desmistifica um conceito de pecado, uma vez aprendido.

Em um dos assuntos que surgem, o General identifica o banquete com o mesmo que havia experimentado no “Café Anglais”, que segundo ele só poderia ser preparado por “um gênio da culinária”.

[...] Quando estive em Paris uma vez ganhei uma corrida de cavalos. Os oficiais da cavalaria francesa me homenagearam com um jantar, um dos mais famosos restaurantes da cidade. O Café Anglais. O chefe de cozinha surpreendentemente era uma mulher. Comemos “codornas no sarcófago”, um prato que ela mesma tinha criado. O general Galhinfer, que era o anfitrião naquela noite, nos explicou que essa mulher era capaz de transformar um jantar numa espécie de caso de amor, numa relação de paixão onde era difícil diferenciar o apetite físico do espiritual. (AXEL. A festa de Babette, 1987).


No menu: “sopa de tartaruga, blinis de caviar demidorf, cailles sarcophage, babá ao rum, frutas frescas, champagne Vve Clicquot, vinho Clos des Vougeot” …Servidos com todo requinte.

Ao fim do banquete todos estavam extasiados, “alimentados de corpo e alma”. Babette então revela seu maior segredo, (era ela a cozinheira do “Café Anglais”), e gastou todo o dinheiro recebido da loteria com o jantar, mostrando assim que abdicaria de uma vida luxuosa na França para permanecer ali.


O Menu

Potage a’la Tortue

Blinis Demidoff au Caviar

Caille en Sarcophage avec Sauce Perigourdine

La Salade

Les Fromages

Baba au Rhum avec les Figues

As Bebidas

Amontillado

Veuve Cliquot 1860

Raras garrafas de “Clos de Vougeot”


A carne de tartaruga hoje em dia na França é normalmente substituída por moleja e miolos de vitela. Antigamente era muito apreciada.


Potage a’la Tortue





Caldo de legumes
Miolo de vitela
Moleja de Vitela
Almôndegas de vitela
300 ml de vinho madeira
1 gema de ovo por prato
suco de 1 limão siciliano

Ferva por 15 minutos o miolo de vitela no caldo de legumes com limão e sal. Retire do caldo e corte em pequenos pedaços.
Ferva por 15 minutos a moleja de vitela no mesmo caldo de legumes. Retire do caldo e corte em pedaços pequenos.
Adicione todas as carnes ao caldo e 200 ml de vinho madeira e pimenta do reino generosamente. Leve a ferver e escume o caldo. Adiciona mais o caldo de meio limão e volte a escumar.
Depois de aproximadamente 30 minutos a sopa estará pronta.Adicione uma gema de ovo por prato e mais 100 ml de vinho madeira e sirva bem quente.



Blinis Demidoff au Caviar



½ pacote de fermento seco
1 xícara de leite morno
½ xícara de farinha
2 gemas de ovos batidas levemente
¼ de xícara de creme de leite batido
1 pitada de sal
2 claras de ovos em neve
1 colher de sopa de manteiga sem sal
1 xícara de creme azedo
125 gr de caviar de Estrujão

Em um bacia dissolver a levedura no leite morno e depois adicionar metade da farinha e bata até que a mistura fique lisa.
Cubra com um pano e deixa por 2 horas a temperatura ambiente para fermentar a massa.
Adicione a massa as gemas de ovos o ¼ de creme de leite batido, o restante da farinha o sal e as claras em neve. Misture sem que as claras percam o ponto e deixe repousar por mais 40 minutos.
Esquente a frigideira em fogo médio com manteiga e comece a fazer os blinis de aproximadamente 7cm. Doure todos os lados e reserve-os em um local aquecido.
Sirva de 3 a 4 blinis por pessoa com o creme azedo e o caviar.


Caille en Sarcophage avec Sauce Perigourdine


500 gr de massa folhada
1 gema de ovo batida com 2 colheres de sopa de H2O
8 codornizes desossadas com exceção das coxas e asas. Reservar os ossos.
6 colheres de sopa de Conhaque
75 gr de trufas negras
250 gr de foi gras de ganso fresco
5 colheres de sopa de manteiga sem sal
3 enchalotas
1 xícara de vinho branco seco
1 lt de caldo de frango
8 cogumelos com chapéu grande e perfeito
1 colher de chá de óleo de amendoim

Pré aquecer o forno a 200o.C.
Em uma folha de papel manteiga abrir a massa folhada com até 6mm de espessura e recortar 8 formas ovais de 10cm de largura e 12cm de comprimento. Amassar com os dentes de um garfo epincelar com a gema de ovo.
Assar por 12 a 15 minutos parar dourar ligeiramente. Retirar do forno para resfriar. Com uma faca afiada recortar uma tampa,sem furar o fundo, e retirar as camadas de massa até formar uma cama.
Salpicar as codornizes com sal, pimenta e Conhaque, dividir o foi gras em 8 partes e rechear. Feche as codornizes pela parte superior com um barbante de cozinhar e guarde-as no refrigerador até o momento de prepara-las.
Em uma panela funda, dourar em manteiga os ossos das codornas, depois acrescente um mirepoix de enchalotas, cenoura e salsão. Deglaceie a panela com Cognac e depois adiciona 1 garrafa de vinho branco e deixe reduzir até ficar bem espesso.
Um pouco antes de estar um caldo bastante reduzido menos de ¼ do volume original, acrescente as trufas e pimenta do reino.
Em uma frigideira salteie os chapéus dos cogumelos em manteiga e um fio de azeite e reserve.
Aqueça o forno por aproximadamente 20 minutos a 180o.C.
Em uma frigideira doure todos os lados das codornizes depois coloque-as no forno pré-aquecido por 10 minutos.
Deglaceie a panela que douro as codornizes com Conhaque e acrescente ao caldo feito anteriormente.
Retire os barbantes das codornizes e mantenha-as aquecidas.
Coloque os sarcófagos em uma assadeira e em cada um coloque uma codorniz. Aqueça no forno por 5 minutos.
Retire do forno e em cada sarcófago,adicione um pouco da redução de cordorniz e cubra com um chapéu de champignon e sirva.


La Salade




4 endívias
100gr de nozes picadas
Azeite
Mel
Azeite Balsâmico
Sal
Pimenta do reino

Cortar as endívias em sentido longitudinal em fatias de aproximadamente 30 milímentros
Picar as nozes
Em um bowl misturar com um fouet azeite, azeite balsâmico e mel até obter uma mistura homogênea e brilhante.
Montar um punhado de endívias com nozes e em seguida regar com um pouco do molho


Baba au Rhum avec les Figues


Doce
100 gr de farinha
115 ml de leite
15 gr de fermento biológico
130 gr de manteiga
30 gr de açúcar
1 colher de chá de sal
4 ovos


Calda
2 xícaras de H2O
1 e ½ xícara de açúcar
Casca ralada de 1 laranja
Casca ralada de 1 limão
1 pau de canela
3 colheres de sopa de rum
2 colheres de sopa de licor de laranja

Misture a farinha com leite morno e o fermento.
Deixe descansar até dobrar de volume.
Bata a mistura na batedeira com o restante dos ingredientes até obter uma massa homogênea(mais ou menos 15 minutos)
Coloque em forma untada e deixe crescer novamente
Leve para assar a 180C até dourar
Preparo da calda
Leve ao fogo a H2o com o açúcar, as cascas de laranja e limão e a canela. Adicione o rum e o licor de laranja e deixe atingir o ponto de fio.
Derrame a calda morna sobre o Savarin e sirva em seguida


Em São Paulo e no Rio de Janeiro alguns otimos restaurantes e Chefes renomado sempre recriam em seus Menus um periodo para se dugustar o Menu completo do filme.




REFERÊNCIAS:

AXEL, Gabriel. A festa de Babette. Produção: Just Betzer Bo Christensen. Dinamarca. Cor. 120m. 1987.

QUELLIER, Florent. Gula: A história de um pecado capital. São Paulo: Editora Senac. 2011. 224p.

Entradinhas rápidas e deliciosas como se fala em frances " Apéro"

Entradas rápidas e deliciosas como se fala em frnaces " Apéro"





Bolas de Camarão e Especiarias

As sementes de sésamo fritas que envolvem estas bolas de camarão conferem-lhes um sabor forte e característico, assim como uma linda cor dourada.
As sementes de sesamo para quem não conhece é o nosso gergelim.


750 g de camarões grandes, crus

1 colher de sopa de óleo

2 dentes de alho esmagados

1 cm de gengibre fresco finamente picado

1/4 de colher de chá de sal

2 colheres de chá de açúcar

1 colher de chá de coentros frescos picados

1 colher de chá de amido de milho

1/2 clara de ovo

100 g de sementes de sésamo

óleo para fritar



1 Descasque os camarões crus. Faça-lhes um corte no dorso com uma faca afiada e retire a tripa escura com a ponta da mesma. Seque com papel absorvente de cozinha.

2 Pique os camarões numa trituradora. Transfira a massa obtida para uma tigela e adicione o óleo, alho, gengibre, sal, açúcar, coentros e amido de milho, combinando bem.

3 Bata as claras em neve não muito firme e adicione a quantidade suficiente à mistura de camarão para obter uma massa homogênea, firme mas moldável.

4 Divida a mistura em 24 bolas do mesmo tamanho e cubra-as com as sementes de sésamo ( gergelim ). Disponha sobre uma assadeira e refrigere 20 minutos.

5 Frite 8 bolas de cada vez durante 4-5 minutos ou até o exterior estar dourado e estaladiço e o interior cozido. Escorra sobre papel absorvente de cozinha. Sirva quentes.




Creme de Roquefort e Nozes

Estas torradinhas deliciosas e fáceis de preparar devem ser consumidas nos 30 minutos seguintes à sua preparação, para evitar que o pão comece a ficar humido.

25 g de nozes grosseiramente picadas
10 fatias de pão integral ou pão de forma com 5 mm de espessura
60 g de queijo roquefort ou outro queijo azul forte
60 g de queijo creme
Salsa fresca picada para guarnecer

1 Espalhe as nozes sobre uma assadeira de forno e torre-as durante 3-5 minutos sob a resistência do grelhador. Agite a assadeira frequentemente para evitar que queimem ou que fiquem torradas de modo desigual. Como alternativa, pode torrar as nozes colocando-as 7-10 minutos em forno moderado (180°C/Gás 4). Deixe arrefecer.

2 Com um corta-massas redondo, corte o pão em rodelas de 4 cm. Toste-as ligeiramente de ambos os lados no grelhador.

3 Esmague o queijo roquefort com um garfo, numa pequena tigela, e adicione o queijo creme, mexendo bem. Incorpore metade das nozes e barre as tostas com esta mistura. Polvilhe com as nozes restantes e um pouco de salsa picada para decorar.



Cogumelos Recheados com Queijo

Estes cogumelos crus, recheados com uma mistura de queijo creme, ervas aromáticas e alho, são fáceis de preparar e deliciosos. Para rechear grandes quantidades, mais rapidamente, será melhor usar um saco de confeitar.


200 g de cogumelos do mesmo tamanho
1 pequeno dente de alho cortado ao meio
120 g de queijo creme
2 colheres de sopa de ervas aromáticas picadas, por exemplo salsa, cebolinho e tomilho
1 colher de chá de sumo de limão
Folhas de cerefólio ou salsa ou cebolinha picado para guarnecer



1 Limpe os cogumelos a seco, usando os dedos e um pano macio, e retire-lhes as hastes.

2 Ponha as metades do alho num pequeno tacho e cubra com água. Leve ao fogo durante aproximadamente 3 minutos, retire da água, esmague e coloque-o numa pequena tigela. Adicione o queijo creme, ervas aromáticas picadas e sumo de limão e mexa até combinar bem os ingredientes. Tempere generosamente com sal e pimenta-preta moída na altura.

3 Introduza o recheio num saco de confeitar com um bico pequeno em forma de estrela e recheie os cogumelos com a mistura. Pode também usar uma colher de chá para rechear cada cogumelo, fazendo com que a mistura de queijo se projete ligeiramente acima da superfície.

4 Disponha os cogumelos recheados num prato de serviço e cubra com película de plástico, tendo cuidado para não os danificar e guarde no frigorífico. Antes de servir, decore cada cogumelo com uma pequena folha de cerefólio ou salsa ou ainda polvilhando com cebolinho fresco picado. Como alternativa, use um pequeno losango de tomate para conferir cor.





Crostini de Manjericão e Pimento

A designação crostini deriva da palavra italiana "crosta". Os crostini são pequenas rodelas de pão torrado guarnecido com patês, queijos ou, neste caso, com vegetais grelhados.


1/2 pimento vermelho pequeno cortado ao meio
1/2 pimento verde pequeno cortado ao meio
2 colheres de sopa de folhas de manjericão em juliana
70 ml de azeite
1/2 baguette (de preferência do dia anterior)
1 dente de alho
Raspas de queijo parmesão para decorar



1 Preaqueça o forno a 200°C. Grelhe os pimentões e descasque-os.

2 Corte os pimentões em tiras finas e misture com o manjericão e 1 colher de sopa de azeite. Tempere com sal e pimenta preta moída na altura.

3 Corte a baguette em fatias de 1,5 cm. Torre as fatias de pão, de ambos os lados, sob a resistência do grelhador ou numa torradeira, e pincele-as com azeite. Esfregue a superfície dos crostini com o alho e cubra com um pouco da mistura de pimentos grelhados. Sirva imediatamente, decorando com raspas de queijo parmesão.





Quenelles de Caranguejo com Maionese de Iogurte e Lima



Estes quenelles fritos de caranguejo e ervas aromáticas são servidos quentes, com um molho fresco e levemente picante. O iogurte e a lima fazem um contraste refrescante com a maionese.


Maionese de lima e iogurte

2 colheres de sopa de raspa de lima
125 g de iogurte natural
125 g de maionese
Sumo de lima, a gosto



Quenelles Fritos de caranguejo

250 de filetes de peixe branco sem pele nem espinhas (por exemplo linguado, badejo ou pescada)
1 clara de ovo
60 ml de double cream (clara batidas quase chegando em neve)
250 g de carne branca de caranguejo cozido
2 colheres de sopa de mistura de ervas aromáticas frescas picadas (por exemplo funcho, cebolinho, salsa e estragão)
250 g de pão ralado
óleo para fritar


1 Para preparar a maionese de iogurte e lima, misture o iogurte e a raspa de lima. Adicione a maionese e sumo de lima a gosto e depois tempere com sal e pimenta-preta moída na altura. Guarde no frigorífico, coberta com película de plástico.

2 Use uma trituradora para moer os filetes de peixe. Junte a clara de ovo, um pouco de sal e pimenta e triture novamente até estar bem homogêneo. Incorpore as natas aos poucos, usando o botão intermitente da trituradora. Não bata demasiado pois poderá fazer talhar as natas. Transfira para uma tigela colocada sobre gelo. Envolva na mistura a carne de caranguejo e as ervas aromáticas picadas, usando uma colher metálica grande ou uma espátula de plástico. Utilizando duas colheres de sopa, forme ovais, ou faça pequenas bolas de cerca de 3 cm de diâmetro com as mãos. Espalhe o pão ralado sobre uma folha de papel e coloque algumas bolinhas em cima. Levante alternadamente os cantos da folha fazendo as bolinhas rolarem sobre o papel, cobrindo-as com pão ralado sem deformá-las.

3 Frite durante 4-6 minutos em óleo, numa fritadeira, Sirva os fritos quentes, temperados com sal e pimenta, e acompanhados da maionese de iogurte e lima.

Sugestão do Chef

Depois de formar e cobrir as bolinhas com pão ralado, pode guardá-las no refrigerador, cobertas com película de plástico, por um período de até 24 horas.





Miniblinis com Caviar

Estas pequenas panquecas coloridas e com um aspecto delicioso, cobertas com sour cream e caviar, irão certamente desaparecer num instante.

10 g de fermento de padeiro ou 5 g de fermento de padeiro liofilizado

155 ml de leite morno

2 colheres de chá de açúcar

70 g de farinha sem fermento

50 g de farinha de trigo mourisco

2 ovos separados em gemas e claras

40 g de manteiga, derretida mas arrefecida

Sour cream para guarnecer

Ovas de lampreia ou caviar para guarnecer

Folhas de funcho ou cerefólio para decorar



1 Dissolva o fermento no leite morno e misture com o açúcar, farinhas, gemas de ovo e duas pitadas de sal. Cubra e deixe levedar durante 30 minutos num local quente, até a massa estar fofa e elástica. Incorpore a manteiga derretida.

2 Bata as claras de ovo com uma pitada de sal, em neve pouco firme, e envolva suavemente na massa.

3 Derreta um pouco de manteiga numa frigideira não aderente, sobre fogo médio. Frite colheradas de massa na frigideira, procurando manter as panquecas de um tamanho uniforme e evitando que se colem umas às outras. Quando a massa começar a ficar cozida nas margens e fizer bolhas no centro vire os blinis. Deixe cozinhar por mais 2-3 minutos ou até estarem dourados. Transfira para uma grade para esfriar (pode sobrepô-los, mas não os amontoe). Repita o processo até toda a massa ter sido usada.

4 Se necessário, use um corta-massas para cortar os blinis do mesmo tamanho. Disponha num prato de serviço, cobertos com uma colherada de sour cream e um pouco de caviar. Decore com uma folhinha de funcho ou cerefólio.

Sugestão do Chef
Pode guardar o fermento de padeiro que tenha sobrado, durante 2 semanas, no frigorífico, embrulhado em papel vegetal.



Cestinhas de Arando ( Mirtillo ) e Galinha

Estas cestinhas com um recheio delicado são fáceis de preparar e certamente impressionarão os seus convidados.

6 folhas de massa filo

150 g de manteiga sem sal derretida

3 peitos de frango cozidos, sem pele, cortados em cubos de 1 cm

1 colher de sopa de molho de arando ( mirtillo )

3 colheres de sopa de crème fraîche

2 -pés de cebola finamente picados

1/2 colher de chá de raspa de casca de limão

Folhas de coentros para guarnecer

Juliana de casca de limão para guarnecer



1 Preaqueça o forno a 200°C. Coloque uma folha de massa filo sobre uma superfície de trabalho e pincele com manteiga. Sobreponha uma segunda folha, pincele com um pouco mais de manteiga e repita o procedimento uma terceira vez. Faça o mesmo com as três folhas de massa filo restantes.

2 Com um corta-massas redondo de 7 cm de diâmetro, corte 26 discos de massa e coloque-os, com a face untada para baixo, em  forminhas individuais de 5 cm de diâmetro e 2 cm de profundidade.

3 Cubra com rodelas de papel vegetal e encha com feijões ou arroz. Leve ao forno durante 10 minutos ou até adquirirem uma cor dourada. Retire o papel vegetal e os feijões e deixe a massa arrefecer nas formas.

4 Misture a galinha com o molho de arando ( Mirtillo ), o crème fraîche e a cebola picado. Tempere com sal e pimenta. Recheie as tartelettes e guarneça com uma folha de coentro e uma tira de casca de limão.



Sugestão do Chef

Pode substituir a galinha por peru ou pato cozidos ou ainda truta fumada em lascas.




Pedaços de Melão com Presunto de Parma

Um refrescante e clássico favorito de todos os tempos, confeccionado, de preferência, com fatias finíssimas de presunto de Parma.

1 melão pequeno
11 fatias de presunto de Parma



1 Corte o melão ao meio, no sentido do comprimento, e retire as sementes com uma colher. Corte cada metade em oito fatias.

2 Usando uma faca afiada, separe a casca dura da polpa comestível do melão. Corte cada fatia descascada ao meio.

3 Corte cada fatia de presunto em três tiras compridas.

4 Envolva os pedaços de melão nas fatias de presunto, fixando com um palito de cocktail.





Welsh Rarebit

O nome original destas tostas era Welsh rabbit (coelho galês). O nome atual data do séc. XVIII. Especula-se também que se tivessem chamado humoristicamente de rearbit (parte final, traseiro), já que eram servidas no fim das refeições.


60 g de queijo gruyère ralado

60 g de queijo cheddar ralado

1 colher de chá de mostarda

1 pitada de pimenta-de-caiena

1 ovo, batido

1 colher de sopa de cerveja

4 fatias de pão de forma

15 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente

Salsa fresca picada para guarnecer



1 Preaqueça o grelhador. Junte os queijos, adicione a mostarda, a pimenta de caiena e tempere com sal e pimenta. Misture com o ovo e a cerveja e reserve.

2 Retire as crostas do pão e toste as fatias dos dois lados. Passe imediatamente um dos lados com a manteiga e sobreponha uma camada de mistura de queijo, espalhando de modo uniforme e tendo o cuidado de cobrir até aos cantos.

3 Coloque novamente sob o grelhador, durante 3-4 minutos, ou até a mistura começar a borbulhar e estar ligeiramente gratinada. Retire imediatamente, corte cada fatia em quatro tiras ou triângulos, decore com a salsa picada e sirva quentes.






8.19.2014

RECEITAS DA FAZENDA

CUMIDA DI ROÇA



Angu

Ingredientes

1/2 kg de fubá

4 xícaras (chá) de água ( Substituir por caldo de legumes )

Modo de fazer

Desmanche o fubá na água fria, mexendo com uma colher de pau. Acrescente sal a gosto. Leve ao fogo, mexendo sempre. Quando a massa começar a grudar no fundo da panela, abaixe o fogo e continue mexendo até ficar com a consistência de pudim. Coloque a massa em uma travessa, deixe esfriar um pouco e desenforme num prato para servir.





Arroz Caipira

Ingredientes

4 xícaras de arroz

1 litro de caldo de galinha

4 colheres (sopa) de óleo

300 g de lingüiça

600 g de costelinha de porco

2 cebolas médias

2 dentes de alho

6 tomates

20 g de açafrão

1 maço de salsinha

1 folha de louro

1 pitada de tomilho

1 pitada de pimenta-do-reino

Modo de fazer

Tempere as costelinhas com limão, sal e pimenta e deixe descansar por duas horas. Frite no óleo quente as costelinhas e as lingüiças cortadas em rodelas. Adicione a cebola e o alho picados e deixe dourar. Junte a salsinha picada, os tomates em pedaços, o louro e o tomilho e refogue por 10 minutos. Abaixe o fogo e adicione a caldo de galinha e o açafrão. Deixe ferver por 15 minutos. Coloque o arroz já lavado e deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos, acrescentando mais água, se necessário, até que o arroz esteja bem mole e úmido.





Arroz de Forno

1 kg de arroz

t colheres (sopa) de manteiga

3 colheres (sopa) de queijo

parmesão ralado

3 gemas

150 g de farinha de rosca

200 g de presunto

1 ovo cozido

20 g de azeitonas

Prepare o arroz. Depois de pronto, misture com a manteiga e deixe esfriar. Junte as gemas e misture bem, acrescentando o ovo cozido em rodelas, as azeitonas, o presunto picado e a farinha de rosca. Coloque em uma travessa refratária e cubra com o queijo ralado.



Arroz de Suã

Ingredientes

1 kg de suã*

3 xícaras (chá) de arroz

3 colheres (sopa) de óleo

2 cebolas

4 tomates

1 maço de salsinha

2 dentes de alho

Modo de fazer

Corte o suã em pedaços pequenos e frite-os na própria gordura. Junte a cebola, os tomates, a salsinha e o alho picados e deixe refogar. Cubra com água, tampe e deixe cozinhar por 30 minutos. Retire do fogo, separe o suã e reserve o caldo. Frite novamente o suã no óleo, até ficar dourado. Escorra o excesso de óleo e junte o arroz para fritar. Acrescente o caldo reservado e deixe cozinhar até o arroz ficar macio. Suã (também assuã): parte inferior do lombo de porco, junto á coluna vertebral.





Arroz-de-Tropeiro

Ingredientes

2 xícaras (chá) de arroz

4 xícaras (chá) de caldo de carne

1/2 kg de carne-seca

100 g de toucinho defumado

100 g de lingüiça de porco

1 paio

Modo de fazer

Deixe, de véspera, a carne -seca de molho em água para tirar o sal. Coloque-a para cozinhar e, depois, desfie-a. Frite o toucinho e a lingüiça picados, o paio em rodelas e junte a carne-seca desfiada. Coloque o arroz, mexa bem e deixe fritar por alguns minutos. Acrescente o caldo e deixe que cozinhe até secar.






Canjiquinha

Ingredientes

250 g de canjiquinha

(quirera de milho)

1/2 kg de carne de porco

(costeleta, suã*, lombo)

2 xícaras (chá) de caldo de carne

2 tomates maduros sem pele

2 dentes de alho

1 cebola

1/2 maço de cebolinha

1 maço de salsinha

1 pitada de pimenta-do-reino

Modo de fazer

Deixe a canjiquinha de molho na véspera. Leve ao fogo para cozinhar em água. Frite a carne no óleo com a cebola e o alho. Adicione os tomates cortados, os temperos e deixe refogar. Quando a carne estiver quase cozida, junte a canjiquinha. Aguarde o ponto de fervura e retire do fogo. Suã (também assuã): parte inferior do lombo de porco, junto á coluna vertebral.





Dobradinha com Feijão-Branco

Ingredientes

1 kg de dobradinha

200 g de feijão-branco

50 g de toucinho defumado

2 colheres (sopa) de óleo

1 maço de salsinha

2 dentes de alho

2 limões

3 tomates

1 cenoura

1 cebola

1 folha de louro

1 pitada de pimenta-do-reino

Modo de fazer

Coloque o feijão de molho de véspera. Lave a dobradinha e esfregue bem com limão; deixe de molho em água por algumas horas. Lave novamente, corte em pedaços e cozinhe em panela de pressão. Separadamente, cozinhe o feijão-branco em água. Refogue o alho picado, a cebola em rodelas e o bacon no óleo quente. Junte a dobradinha, os tomates picados e os demais temperos. Cubra com água, tampe e deixe cozinhar em fogo brando. Acrescente o feijão-branco cozido e as cenouras em rodelas e cozinhe por mais 15 minutos.





Feijão Mineiro

1 kg de feijão-mulatinho

250 g de toucinho

250 g de carne-de-sol

250 g de lombinho de porco

2 colheres (sopa) de gordura

1 cebola

2 dentes de alho

Deixe o feijão de molho na véspera. Cozinhe em panela de pressão com água e sal. Frite as carnes cortadas em pedaços pequenos separadamente. Refogue os temperos no óleo e acrescente o feijão e as carnes. Retire uma porção de feijão, amasse com colher de pau e recoloque na panela, para engrossar o caldo. Deixe ferver em fogo brando.







Feijão-de-Tropeiro

Ingredientes

1 kg de feijão-preto

300 g de toucinho defumado

1 kg de lingüiça

1 xícara (chá) de farinha de mandioca

2 ovos cozidos

2 cebolas grandes

4 dentes de alho

1 pimentão

1/2 maço de salsinha

1 pimenta

Modo de fazer

Cozinhe o feijão em água e sal, não deixando que amoleça muito. Deixe escorrer todo o caldo sobre uma peneira. Frite a lingüiça em uma panela tampada, com pouca água. Corte o toucinho em cubos e coloque para derreter a gordura numa frigideira bem grande. Retire os torresmos, junte as cebolas em rodelas, o alho picado, o pimentão e a pimenta e deixe dourar. Acrescente o feijão, a salsinha, os torresmos e, por fim, a farinha de mandioca, até que fique uma farofa solta. Coloque em uma travessa e decore com os ovos em rodelas e a lingüiça frita.





Frango com Quiabo

Ingredientes

1 frango médio

2 tolheres (sopa) de óleo

300 g de quiabo

1 maço de salsinha

2 cebolas

3 dentes de alho

2 limões

Modo de fazer

Corte o frango pelas juntas e tempere com alho e sal. Refogue a cebola no óleo, coloque os pedaços de frango e deixe dourar. Acrescente a salsinha picada. Prepare o quiabo separadamente: ponha de molho na água com limão para tirar a baba, corte em rodelinhas e frite. Escorra, junte ao frango e deixe cozinhar um pouco.




Galinhada

Ingredientes

250 g de arroz

1 galinha gorda

4 colheres (sopa) de óleo

3 tomates maduros

1 cebola média

3 dentes de alho

1 maço de salsinha

1 folha de louro

2 pimentões



Modo de fazer

Corte a galinha pelas juntas.

Refogue a cebola e o alho no óleo quente, acrescente a galinha e deixe dourar.

Junte o louro, os tomates, a salsinha e os pimentões picados.

Adicione o arroz, frite, cubra com água fervendo e deixar cozinhar em fogo brando, com a panela tampada.





Leitão à Pururuca
Ingredientes

1 leitão de 5 kg

200 g de farinha de mandioca

1 xícara (chá) de gordura de porco

1 garrafa de vinho tinto

2 colheres de vinagre

4 limões

4 cebolas

8 dentes de alho

1 pimenta-vermelha

1 pimenta-do-reino

1 pitada de noz-moscada

2 maços de salsinha

6 ovos cozidos

150 g de azeitonas



Modo de fazer

Tempere o leitão e seus miúdos de véspera, com o vinho, o vinagre, o suco de limão, sal, a pimenta-do-reino, o alho esmagado, a pimenta vermelha e a noz-moscada. Cubra com a salsinha picada.

Refogue na gordura os miúdos do leitão com as cebolas picadas .

Acrescente a farinha de mandioca, os ovos cortados e as azeitonas e misture, obtendo uma farofa úmida.

Recheie o leitão e costure.

Asse o leitão em forno brando, regando com o molho de temperos.

Quando já estiver dourado, tire do forno e salpique a pele do leitão com óleo bem quente, para que fique pururuca.

Enfeite com salsa e rodelas de limão.





Vaca Atolada

Ingredientes

1 kg de costela de vaca

1 kg de mandioca

3 colheres (sopa) de óleo

3 cebolas

2 dentes de alho

1 pitada de pimenta-do-reino

2 pimentas-malaguetas

1 maço de salsinha

3 tomates

2 limões

Modo de fazer

Tempere as costelas com sal, o alho, a pimenta e o limão e deixe descansar por 2 horas. Frite-as no óleo. Junte os tomates e as cebolas cortadas, os temperos, a salsinha e a mandioca em pedaços. Cubra de água e deixe refogar até as mandiocas ficarem cozidas.



Rabada

Ingredientes

1 rabo de boi em pedaços

2 cebolas

2 cravos-da-índia

2 dentes de alho

3 tomates sem pele

2 maços de salsinha

1 folha de louro

1 colher (sopa) de óleo

pimenta-do-reino

1 maço de agrião

Modo de fazer

Cozinhe o rabo em pedaços com água, sal, 1 cebola, os cravos, 1 dente de alho, o louro, um ramo de salsinha e uma pitada de pimenta-do-reino. Quando estiverem cozidos, retire os pedaços de rabo e desengordure o caldo (deixe esfriar e retire a gordura com uma escumadeira). Doure a outra cebola e o alho cortados com a gordura. Junte os tomates e os pedaços da rabada. Deixe refogar. Adicione o caldo e deixe ferver. Pouco antes de servir, junte o agrião cortado. Tampe a panela e ferva por alguns minutos.


DOCES DA FAZENDA









Arroz-Doce

Ingredientes

2 xícaras (chá) de arroz

1 litro de leite

1 xícara (chá) de açúcar

1 colher (chá) de essência de baunilha

1 colher (sopa) de manteiga

4 copos de água

4 gemas

canela em pó

Modo de fazer

Cozinhe o arroz na água até quase secar. Adicione aos poucos o leite, a manteiga e o açúcar.Deixe cozinhar em fogo baixo, mexendo sempre. Não deixe endurecer. Quando estiver bem grosso, coloque as gemas e cozinhe mais um pouco. Retire do fogo, coloque a baunilha, mexendo levemente, e deixe esfriar. Sirva polvilhado com canela.




Ambrosia

Ingredientes

500 ml de leite

ovos

1 lata de leite condensado

casca de limão

canela em pó

Modo de fazer

Misture os leites e ferva. Bata as claras em neve até que fiquem bem firmes, junte as gemas e continue a bater. Adicione o leite aos ovos batidos e deixe cozinhar em fogo brando. Quando estiverem firmes, corte os ovos em pedaços pequenos e vire-os com uma escumadeira. Acrescente as cascas de limão e deixe ferver até que o leite engrosse. Retire do fogo, deixe esfriar e sirva em compoteiras, polvilhados com canela.







Canjica

Ingredientes

500 g de canjica

1 litro de leite

1 colher (sopa) de manteiga

1/2 xícara (chá) de açúcar

4 pedaços de canela em rama



Modo de fazer

Deixe a canjica de molho em água por 2 horas.

Cozinhe em fogo brando até amolecer.

Retire a água, acrescente o leite e os demais ingredientes e deixe ferver até obter um creme. Retire e sirva quente.





Cartola
Ingredientes

8 bananas-nanicas

4 colheres (sopa) de manteiga

300 g de queijo-de-minas fatiado

açúcar e canela



Modo de fazer

Descasque as bananas e corte-as ao meio, no sentido do comprimento.

Frite-as na manteiga até que dourem. Coloque em forma refratária, cubra com as fatias de queijo e salpique com açúcar e canela.

Leve ao forno preaquecido até que o queijo derreta.





Doce de Abóbora

Ingredientes

1 kg de abóbora

1 kg de açúcar

canela e baunilha a gosto

Modo de fazer

Corte a abóbora em pedaços pequenos e coloque no tacho com uma xícara de água. Leve ao fogo. Depois de bem cozida, passe a abóbora por uma peneira e junte o açúcar. Coloque a baunilha e a canela e volte ao fogo. Quando começar a aparecer o fundo, do tacho, está pronto. Despeje no mármore untado e corte em quadrados.





Doce de Mamão Lascado

Ingredientes

1 kg de mamão verde

2 copos de açúcar cristal

cravo-da-índia

canela em pau (opcional)

Modo de fazer

Descasque o mamão, tire as sementes e lasque em fatias bem fininhas. Coloque as lascas numa vasilha com água. Em seguida pegue aos poucos com as mãos e vá colocando numa caçarola. Ponha o açúcar e os cravos por cima. Tampe e deixe em fogo baixo. Depois que ferver, misture levemente até o açúcar descer. Deixe no fogo até ficar bem cozido. Se quiser, pode colocar pedaços de canela em pau.







8.13.2014

BAUNILHA – Da flor à cozinha...


Historia da Baunilha
BAUNILHA – Da flor à cozinha...

Provavelmente você conhece a fava de baunilha, já comeu algo que leva baunilha, gosta do seu aroma adocicado e sabor que agrada à alma. Difícil quem não goste.
Mas você sabia que todo esse aroma e sabor vêm do fruto de uma orquídea?
Elas são as únicas orquídeas que servem para a alimentação.

A ilha africana de Madagascar é a maior produtora mundial de baunilha e, junto com os vizinhos Comores e Réunion, responde por praticamente de 90% da produção. México, Uganda, Congo e Tahiti também são produtores. No Brasil, a baunilha vem sendo cultivada com sucesso na região de Belmonte em Salvador.

Baunilha (do castelhano vainilla,pequena vagem) é uma especiaria usada como aromatizante, obtida de orquídeas do género Vanilla, nativas do México. Originalmente cultivada pelos povos mesoamericanos pré-colombianos, parece ter sido levada para a Europa juntamente com o chocolate na década de 1520, pelo conquistador espanhol Hernán Cortés.




Tentativas de cultivo da planta da baunilha fora do México e América Central, mostraram-se infrutíferas devido à relação simbiótica entre a trepadeira tlilxochitl e a espécie local de Melipona; apenas em 1837 o botânico belga Charles Morren descobriu esta relação e desenvolveu um método para polinizar artificialmente a planta, o qual se revelou economicamente inviável, não tendo sido aplicado comercialmente. Em 1841, um escravo ao serviço de franceses com 12 anos de idade, de nome Edmond Albius, que vivia na ilha Bourbon, descobriu que a planta podia ser polinizada a mão, o que viria a permitir o cultivo global da planta.

Hoje em dia, existem três cultivares principais de baunilha de produção global, todos obtidos de uma espécie encontrada naMesoamérica.As várias subespécies são Vanilla planifolia (sin. V. fragrans), cultivada em Madagáscar, Reunião e outras áreas tropicais do Oceano Índico; V. tahitensis, cultivada no Pacífico Sul; e V. pompona, encontrada nas Índias Ocidentais,América Central e do Sul. A maior parte da baunilha produzida no mundo é da variedade V. planifolia, conhecida como baunilha "Madagáscar-Bourbon", produzida numa pequena região de Madagáscar e na Indonésia.





A baunilha é a segunda especiaria mais cara, a seguir ao açafrão, devido à mão-de-obra necessária na produção das vagens.Apesar do custo, é muito apreciada pelo seu flavor, que o autor Frederic Rosengarten, Jr. descreveu em The Book of Spices como "puro, apimentado, e delicado" e pelo seu aroma flroal complexo descrito com um "bouquet peculiar". É usada na em bolos e sobremesas, perfumes, e na aromaterapia.

 A flor negra dos astecas

A história da baunilha está associada à do chocolate. Os astecas, e já antes os maias, decoravam com baunilha uma bebida espessa à base de cacau. Os astecas designavam tal bebida, destinada aos nobres e aos guerreiros, xocoatl. Porém, os astecas não cultivam nem a baunilha nem o cacau, devido ao clima impróprio. Tais produtos de luxo provinham do comércio com as regiões vizinhas. Provavelmente não dispunham do conhecimento agronómico da planta que produzia a baunilha, pois chamavam-lhe tlilxochitl, que significa «flor negra», embora fosse mais lógico que a chamassem «fruto negro».

Desenho da baunilheira no Códice Florentino (ca. 1580) e descrição do seu uso e propriedades escrita em nauatle.
São os totonacas, ocupantes das regiões costeiras do golfo do México, próximo da atuais cidades de Veracruz e Papantla, quem produzia a baunilha e a fornecia aos astecas. Segundo a lenda, a liana da baunilha nasceu do sangue da princesa Tzacopontziza («Estrela da Manhã»), no lugar onde o seu raptor, o príncipe Zkatan-Oxga («Veado Jovem»), e ela mesma foram apanhados e decapitados pelos sacerdotes de Tonoacayohua, a deusa das colheitas. O príncipe reencarna num vigoroso arbusto e a princesa torna-se a delicada liana de orquídea ternamente enlaçada ao seu amante. Os totonacas chamavam e chamam ainda hoje à baunilha caxixanath, a «flor escondida», ou de modo abreviado xanat.





Os espanhóis descobrem a baunilha no início do século XVI por ocasião da conquista da América Central. Não há nada que permita concluir que esta especiaria tenha sido conhecida na passagem pela América Central das várias expedições continentais iniciais, como as de Ojeda e de Nicuesa em 1509 ou de Núñez de Balboa ao Panamá em 1513, pois não foi até hoje encontrado qualquer relato sobre este assunto. Por outro lado, tudo leva a crer que o conhecimento decisivo da baunilha está efetivamente ligado à chegada dos espanhois a Tenochtitlan, e ao encontro de Hernán Cortés com o tlatoani Moctezuma II, descrevendo Sahagún os costumes e em particular o uso da baunilha para aromatizar o chocolate. A primeira referência escrita à baunilha que se conhece, bem como a primeira ilustração, constam do Códice Florentino, escrito pelos astecas Martín de la Cruz e Juan Badiano em 1552. Esta mesma referência constitui igualmente a primeira a uma orquídea do Novo Mundo.

 O monopólio mexicano

A partir do século XVII o comércio internacional começa a ganhar amplitude. A baunilha é apresentada à rainha Isabel I de Inglaterra pelo seu farmacêutico, Hugh Morgan. Este faz chegar uma amostra a Charles de l'Écluse que em 1605 publica pela primeira vez na Europa uma descrição naturalista da vagem à qual chama Lobus oblongus aromaticus, ou «concha aromática alongada».
Durante mais de dois séculos (XVII e XVIII), o México, em particular a região de Veracruz, conserva o monopólio da baunilha.
Todas as tentativas de produzir esta orquídea fora da sua área natural de origem saldam-se em fracassos. Apenas no século XIX se saberia que as abelhas indígenas tinham um papel fecundador indispensável à formação do fruto.

A baunilha suscita uma verdadeira paixão na Europa, sendo cada vez mais apreciada na corte da França. Luís XIV tenta introduzi-la na ilha da Reunião, mas todas as tentativas feitas durante o seu reinado falham.


Descoberta em Reunião


A primeira polinização artificial da baunilheira é feita em 1836 no Jardim Botânico de Liège pelo naturalista belga Charles Morren, e em 1837 pelo francês Joseph Henri François Neumann.
Mas é apenas em 1841 que um jovem escravo de Reunião, com doze anos de idade, Edmond Albius, cria o processo prático ainda hoje utilizado. Este método de polinização, de cuja paternidade Jean Michel Claude Richard tenta apropriar-se, faz da ilha da Reunião, o primeiro centro baunilheiro do planeta apenas decorridos alguns decénios após a introdução da orquídea em 1819. Com a abolição da escravatura em 1848, é dado ao jovem Edmond o patronímico Albius, com referência à cor branca (alba) da flor da baunilha.




A ascensão malgaxe

São os produtores da ilha da Reunião que introduzem a cultura da baunilha em Madagáscar cerca de 1880. As primeiras plantações são feitas na ilha de Nosy Be. Dali, expandem-se para as regiões orientais da grande ilha, como Antalaha e Sambava, com clima húmido favorável. O crescimento é rápido e a produção malgaxe ultrapassaria as 1 000 toneladas em 1929, mais de dez vezes a produção na Reunião. Contudo, o mercado carece de regulação, e a baunilha conhece crises cíclicas de sobre-produção.

Mau grado a concorrência de outros países tropicais como a Indonésia e a emergência de novas dinâmicas de conquista de mercado como no estado indiano de Kerala, Madgáscar conserva ainda hoje o primeiro lugar como exportador mundial, produzindo cerca de 60% da baunilha no mundo.

 Química e perfil aromático

Estrutura química da vanilina
Embora existam muitos compostos presentes nos extratos de baunilha, a vanilina (4-hidroxi-3-metoxibenzaldeído) é a principal responsável pelo flavor e aroma característicos da baunilha. Outro componente menor do óleo essencial da baunilha é o piperonal. O piperonal e outras substâncias afetam o odor da baunilha natural. A vanilina foi isolada pela primeira vez a partir de vagens de baunilha por Gobley em 1858. Em de 1874, foi obtida a partir dos glicosídeos da seiva do pinheiro, causando uma depressão temporária na indústria da baunilha natural.
O perfil aromático depende das condições de cultivo e de preparação mas também das variedades ou espécies utilizadas. A baunilha das Índias Ocidentais e a baunilha do Taiti têm teores em vanilina relativamente baixos. A baunilha das Índias Ocidentais tem um forte odor de cumarina. Quanto à baunilha do Taiti, rica em diversos compoostos, beneficia duma reputação de qualidade superior à da baunilha mexicana..

A essência de baunilha é comercializada sob duas formas. O verdadeiro extrato de vagens é uma mistura extremamente complexa de várias centenas de compostos distintos. A essência sintética, consistindo basicamente numa solução de vanilina sintética em etanol, é derivada do fenol e é de alta pureza.





Crème Brûlée

Ingredientes:

500 g de nata fresca
500 g de leite integral
1 fava de baunilha
9 gemas
200 g de açúcar

Modo de preparo:

Abra a fava ao meio, e com as costas de uma faca, retire a polpa da baunilha das duas metades. Coloque as duas metades da fava e a polpa em uma panela. Acrescente o leite, a nata e o açúcar. Ligue o fogo no baixo e deixe começar a ferver.

Imediatamente desligue o fogo e tampe a panela. Deixe em infusão por 10 minutos. Peneire as gemas em um recipiente e depois dos 10 minutos de infusão, coloque 1 concha do creme sobre as gemas e mexa vigorosamente para que as gemas não cozinhem. Repita com mais uma concha e mexa. Agora, as gemas já estão com uma temperatura aproximada à do creme, esse processo chama-se temperagem! Viu, você temperou as gemas e agora pode coloca-las na panela com o restante do creme. Não ligue mais o fogo. Guarde na geladeira e só asse no dia seguinte. EM BANHO- MARIA!

Até que o meio do recipiente onde vai assar esteja ainda um pouquinho mole. Refrigere novamente , retire na hora de servir, salpique com um pouco de açúcar e maçarique até dourar!




Pudim de fava de baunilha

Ingredientes:
1/2 fava de baunilha
1 lata de leite condensado
4 ovos
450 ml de leite integral
130 g de açúcar
4 colheres de sopa de água
Modo de prepapro:

Em uma panela leve o leite para ferver junto com a fava de baunilha. Assim o sabor ficará acentuado. Quando levantar fervura misture por mais 30 segundos e desligue. Com a ajuda de um garfo, retire a fava, abra ao meio e retire todas as sementinhas. Em seguida misture-as no leite. Deixe esfriar naturalmente. Em um bowl misture os ovos, o leite condensado e o leite integral até que fique uma massa cremosa e homogênea.

Com a ajuda de uma peneira coe a massa e reserve. Em uma panela, coloque o açúcar, a água e misture. Deixe que vire um caramelo e transfira-o para a forma. Preencha a forma com a massa do pudim, cubra com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido a 190º em banho maria até que fique consistente.




 
Pavê com creme de confeiteiro

O creme de confeiteiro é um clássico das sobremesas no mundo. Com ele, fazemos mil folhas, pavês, sonhos, pães doces, tortas e lembre-se o tradicional leva fava de baunilha.

Ingredientes creme de confeiteiro clássico:

500 ml de leite;
1 xícara de açúcar;
5 gemas;
3 colheres de sopa de amido de milho;
1/2 fava de baunilha ou
2 colheres de chá de extrato de baunilha.

Pavê 

Ingredientes:

16 bolachas champanhe;
300 ml de chantily,
100g de geleia de frutas vermelhas;
1 receita de creme de confeiteiro
cerejas para enfeitar.


Preparo do Creme de Confeiteiro:

1. Abra a fava de baunilha ao meio, raspe as sementes com o cabo de uma colher e coloque no leite.

2.Leve o leite para esquentar junto com as sementes da fava e metade do açúcar. Depois de ferver, já tire.

3. Em uma vasilha bata as gemas. Junte o amido de milho e o restante do açúcar até ficar levemente esbranquiçado.

4. Assim que o leite levantar fervura tire do fogo e coloque lentamente um pouco deste leite fervido na mistura de ovos mexendo rapidamente (na confeitaria esse processo é chamado de liaison). Cuidado para não cozinhar os ovos — mexa enquanto despeja o leite.


5. Depois de tudo incorporado, volte para a panela ao fogo e deixe cozinhar, sem parar de mexer. Assim que começar a borbulhar conte uns 30 a 40 segundos e o creme já estará pronto.


6. Coloque o creme em uma vasilha de vidro e cubra com papel-filme (grudando-o no creme para que não forme aquela película parecida com nata).


Dica: não coloque mais amido de milho se achar que não engrossou. Lembre-se de que depois de esfriar o creme engrossa mais.


PREPARO PAVÊ:

Disponha duas bolachas no prato (se quiser, umedeça-as em leite ou calda). Coloque duas colheres de chantily intercaladas com três colheres de creme. Coloque 1 colher de geleia. Cubra com duas bolachas e enfeite com chantily e cerejas. Faça isso em outros três pratos para servir quatro porções.

Dica: se quiser monte em uma travessa.